O papel do PEAD na expansão da infraestrutura de saneamento no Brasil
O que o polietileno de alta densidade entrega em campo?
O PEAD não corrói nem degrada em solos com sulfatos, ácidos fracos ou alta umidade, condições que deterioram tubulações metálicas em poucos anos.
A vida útil estimada para tubos de PEAD PE 100 supera 50 anos em condições normais de operação, parâmetro referenciado nas normas ISO 4427, que embasam a ABNT NBR 15561.
A rugosidade interna do PEAD é muito inferior à do ferro fundido e do concreto, reduzindo a perda de carga na rede e o consumo energético nas estações de bombeamento.
Alta do petróleo e pressão nos custos do PEAD e derivados plásticos
Termofusão: a emenda que elimina o ponto fraco das redes
A termofusão cria uma solda molecular entre os tubos, formando uma estrutura contínua cuja resistência mecânica é equivalente à do tubo base.
Diferente de juntas com anel de borracha ou flanges mecânicos, a emenda termofundida não possui peças de vedação sujeitas ao envelhecimento, eliminando os pontos onde redes convencionais mais falham.
A ABNT NBR 15802 regula os requisitos de projeto para sistemas de PEAD PE 80 e PE 100 sob pressão. A termofusão é o método de emenda predominante nas especificações de SANEPAR, SANEAGO e SABESP.
O impacto do petróleo sobre resinas plásticas e tubos
PEAD em terrenos instáveis e obras em centros urbanos
O baixo módulo de elasticidade do PEAD permite que o tubo acomode movimentações do solo sem ruptura, comportamento essencial em terrenos argilosos, encostas e áreas de expansão urbana sobre aterro.
Tubos de PEAD são significativamente mais leves do que os de ferro dúctil de mesmo diâmetro, reduzindo o tempo de instalação e os riscos operacionais em obras em áreas de acesso restrito.
Em centros urbanos, o PEAD é compatível com perfuração direcional horizontal (HDD) e com o relining, que permite renovar redes sem abertura de valas em vias movimentadas.
PEAD no saneamento básico e a meta de 2033
A Lei nº 14.026/2020 fixou 99% de cobertura de água e 90% de coleta de esgoto até 31 de dezembro de 2033. O Instituto Trata Brasil estima que serão necessários mais de R$ 700 bilhões em investimentos para cumprir esse prazo.
Em obras com esse volume e prazo, materiais com vida útil acima de 50 anos e baixo custo de manutenção reduzem o custo total ao longo do ciclo de vida.
O Centro de Liderança Pública (CLP) projeta que, mantida a tendência atual, apenas 71% da população teria acesso à rede de esgoto em 2033, contra a meta de 90%. Renovar e expandir redes com materiais de longa duração é parte direta dessa equação.
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